Durante sua passagem por São Paulo no domingo (17), a governadora Raquel Lyra (PSDB) concedeu entrevista para o programa Canal Livre, da Band. No programa, Raquel admitiu a possibilidade de sair do PSDB para outra legenda que garanta maior segurança e estabilidade, defendeu o governo Lula (PT).
Segundo a governadora, o motivo para essa possível saída do PSDB ocorre por considerar que o partido precisa tomar um rumo que não tomou. Raquel não deixou claro qual seria essa direção, mas defendeu que o PSDB precisa se fundir com outra legenda.
Na última semana, os tucanos desistiram de se unir ao PSD, partido mais citado entre especuladores políticos sobre uma possível escolha de Raquel.
“Sou muito grata ao partido que me permitiu disputar todas as eleições majoritárias que eu tive oportunidade (…) e tenho muito respeito por muitas pessoas que estão ali. Agora, o partido precisa se reencontrar com sua própria história“, afirmou Raquel para Band.
O PSDB corre o risco de perder recursos do Fundo Partidário por conta de sua baixa cota parlamentar. A legenda tem 13 deputados , a legislação exige, no mínimo, 11 parlamentares em pelo menos um terço dos estados.
Também é necessário que o partido tenha 2% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da Federação. Sem recursos do Fundo Partidário, as siglas também não teriam direito ao horário eleitoral gratuito, o que prejudica a difusão das mensagens e produção de campanha.
O PSDB tem sofrido duras baixas desde 2018, quando Geraldo Alckmin, até então tucano, ficou em quarta posição no primeiro turno.
Raquel tenta aproximação com o PT, alinhado com João Campos
A governadora também utilizou o espaço para defender uma aproximação com o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula.
Além de citar que não fazia mais sentido a antiga polarização entre o PT e o PSDB, Raquel Lyra afirmou que a gestão de Lula tem “excelentes quadros”, mas que falta consenso entre os participantes da gestão.
O PT é um dos partidos no qual Raquel tem tentado aproximação desde o início de sua gestão. Com João Paulo (PT) como aliado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e diversos encontros e reuniões com o senador Humberto Costa (PT) e o presidente Lula, Raquel tem se aproximado da base petista.
O Chefe da Casa-Civil Federal, Rui Costa (PT), chegou a dizer em uma entrevista ano passado que Raquel era da base de Lula.
Apesar disso, os petistas apoiaram João Campos na eleição de 2024, mesmo sem ter recebido o cargo de vice-prefeito.
Uma possível ida de Raquel para o PSD também poderia afetar essa situação com o PT, já que a legenda de Kassab tem cargos dentro do Governo Federal e está mais próxima de Lula do que o PSDB.
Informações: Blog do Jamildo